Apoio à cessação tabágica
- Sandrine Gameiro

- 4 de mar.
- 3 min de leitura
Atualizado: 17 de mai.
" Gostava de deixar de fumar… ou pelo menos reduzir."
É isto que posso ouvir no consultório. A reflexologia não é uma solução mágica, mas, enquanto técnica natural de regulação do corpo, pode acompanhar eficazmente esta transição.
Foco na ligação entre reflexologia, tabaco e sistema de recompensa.

Mais do que um mau hábito
A cessação tabágica é um verdadeiro desafio. Não se trata apenas de parar um hábito: é todo um funcionamento enraizado no cérebro que é necessário transformar. Porque fumar não responde apenas a uma necessidade física de nicotina. Envolve também o sistema de recompensa do cérebro — uma área ligada à procura de prazer, à gestão do stress e à aprendizagem.
Cada cigarro estimula a libertação de dopamina, a hormona do prazer, criando assim um ciclo de dependência ao mesmo tempo físico, emocional e comportamental.
O cérebro habitua-se a receber uma gratificação imediata: relaxamento, concentração, apaziguamento… Mas esta sensação é efémera e leva à repetição. Este circuito dopamina – prazer – repetição está no centro de qualquer forma de dependência.
É sobre este circuito que a reflexologia pode atuar.
Compreender e identificar a motivação
Durante as sessões, o foco é colocado na esfera psicoemocional, porque a dependência do tabaco vai muito além do físico: é também psicológica e afetiva.
Um primeiro momento de troca permite identificar o que motiva a pessoa a deixar de fumar :
recuperar os cheiros e os sabores
melhorar a condição física
melhorar a pele (o tabaco acelera o envelhecimento cutâneo)
preparar um projeto de gravidez… ou simplesmente reconectar-se consigo própria
Depois, exploram-se as sensações associadas ao cigarro :
prazer, relaxamento, bem-estar
ou, pelo contrário, ansiedade, stress, vazio, tristeza
Estes elementos permitem adaptar o protocolo de reflexologia a cada pessoa.
A reflexologia como apoio ao processo
Ao estimular zonas reflexas específicas dos pés ou das mãos, a reflexologia pode ajudar a :
Acalmar as tensões nervosas (nomeadamente através do plexo solar)
Apoiar órgãos de eliminação como os pulmões e os rins
Reequilibrar o sistema nervoso autónomo
Regular impulsos e desejos (atuando sobre zonas cerebrais como o hipotálamo e a hipófise)
Oferece também um espaço de reconexão com o corpo, frequentemente colocado à prova durante o processo de cessação.
Algumas zonas para auto-massagem

Aqui estão três zonas simples para estimular nas mãos:
Plexo solar : ao centro da palma – para gerir o stress e as emoções
Zona dos pulmões : ob as primeiras falanges dos dedos – para apoiar a respiração
Cérebro / hipófise : no centro do polegar – para ajudar a regular os desejos
Dica : faça pressões suaves durante 1 a 2 minutos, respirando profundamente.
Um apoio ao longo do tempo
A reflexologia não substitui nem a vontade nem o acompanhamento médico, mas pode ser um verdadeiro apoio ao conforto e à estabilidade emocional.
Proposta em sessões individuais, permite que cada pessoa mobilize os seus próprios recursos em direção a uma libertação duradoura.
“Deixei de fumar após 15 anos de tabaco. Já tinha tentado várias vezes, sem sucesso. Depois, por curiosidade, quis experimentar a reflexologia. Desde a primeira sessão, senti um profundo apaziguamento. A Sandrine trabalhou nos meus pés, sobretudo nas zonas ligadas ao stress, aos pulmões e ao cérebro. Foi ao mesmo tempo físico e emocional. Às vezes, refaço os gestos que me indicou nas mãos, sobretudo em caso de vontade súbita. Acho que isso tem um efeito positivo. Não faz tudo, mas ajudou-me a manter-me centrada e a cuidar de mim de outra forma. Obrigada!” Julie, 39 anos – 3 meses sem tabaco
Cuidar de si não é um luxo, mas uma necessidade.
Integrar sessões de reflexologia na rotina pode ser um passo em direção a um bem-estar duradouro. É um convite para se recentrar, escutar o corpo e reencontrar um equilíbrio interior.




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